quinta-feira, 26 de junho de 2008

Santiago

Esse é o nosso último dia de viagem e hoje pegamos o avião que nos leva de volta para São Paulo.

Acordamos, tomamos nosso café da manhã no hotel e pegamos um taxi para o aeroporto de Santiago. Nada de diferente no caminho, uma cidade cinza com a cordilheira de fundo. Mas indo para o aeroporto você vai percebendo o céu ficando cinza e já não avista com tanta facilidade as cordilheiras. O taxisita comentou que aquilo tudo era a poluição e que ali não havia uma boa circulação de ar. (triste)
O aeroporto de Santiago é pequeno e como nosso vôo era para São Paulo, tinha muitos brasileiros ali. Ficamos um bom tempo esperando o avião que já estava atrasado e acabamos tendo tempo para comer um pouco.

Chegamos em São Paulo e agora é a hora de visitar todos e colocar tudo em ordem para voltar para o trabalho. Meu pé ainda não esta bom mas com o tempo ele deve ficar legal...amanhã já vou procurar um médico :D.

Sem dicas nesse post.

Obrigado a todos aqueles que acompanharam nossa viagem e nos ajudaram e um abraço a todos aqueles que conhecemos durante a viagem :D.







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*Data: 26/06/08 - 21:00
*Local: Santiago/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~5541 km
*Km rodados (carro): ~980 km*Tempo: Frio (~ 9C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mendoza e a volta a Santiago

Mendoza é uma cidade bonita mas é grande...os passeios são todos longes e você precisa sempre andar muito para chegar neles :(.A avenida principal da cidade não é um bom lugar para se comprar artigos locais pois só possuí lojas grandes e de marcas que se vê por todo o mundo.Na volta para Santiago tivemos outro problema na migração do Chile. Como eu sou cabeça dura joguei tudo nas sacolas antes de sair do albergue de Mendoza e nem verifiquei nada e como já sabemos, não é permitido entrar no Chile com frutas. Adivinha o que tinha na sacola...frutas :(...como eu não sabia, declarei que não tinha fruta nenhuma comigo....ahhh...nossa....o cara achou e me chamou...mostrou que eu assinei o papel dizendo que não tinha frutas e bla bla bla....fazia cara de bravo e falava em multa....sei que foi ruim....bom...depois de ser liberado com uma advertencia, descobrimos que o nosso onibos estava indo embora sem nós dois...COMO ASSIM? Pois é...tivemos que dar uma corrida para conseguir entrar no onibus que já estava fora da migração e acelerando...pegamos o onibus da empresa Cata...Depois de mais uma viagem com lindas paisagens chegamos em Santiago e dessa vez resolvemos tentar o metro....sem muito segredo...chegamos no hotel e arrumamos as coisas para dormir :D...o metro de Santiago é bom e barato se comparado com o taxi. Gastamos 420 pesos chilenos por passagem no metro.

Dicas para quem quer vir de Mendoza para Santiago
- Não compre passagens com a Cata (leia acima)
- Fizemos boas viagens com a Andesmar durante nossa viagem pela Argentina (é uma empresa boa) e eles fazem o percurso Mendoza-Santiago
- Tenha certeza que não esta carregando frutas quando for entrar no Chile :D...




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*Data: 25/06/08 - 23:00
*Local: Mendoza/Argentina e Santiago/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~5541 km
*Km rodados (carro): ~880 km
*Tempo: Frio (~ 8C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

terça-feira, 24 de junho de 2008

Agora em Mendoza

O caminho de Santiago até Mendoza é lindo, ele corta a Cordilheira dos Andes e não da para falar muito...é imponente. Certa vez li em um blog que a coisa mais linda que aquela pessoa havia presenciado era a vista da cordilheira ao percorrer essas estradas de moto...é....talvez não seja a coisa mais linda que ja vi pois essa frase é forte demais mas sem dúvida é lindo...se você esta em Santiago ou Mendoza ou vai passar por perto não deixe de fazer essa viagem (de dia).

Quase que tivemos um problema na fronteira hoje. Toda vez que você cruza uma fronteira, você preenche alguns dados em um papel um das cópias desse papel fica com você. Deixamos a cópia no hotel em Santiago pois não sabiamos que era necessário para deixar o Chile. O cara da migração começou a fazer caretas mas depois de muitas delas falou que iria deixar só dessa vez pois estavamos com o passaport e com os carimbos...bom...depois do susto...estamos andando sempre com o papel :D

Chegamos em Mendoza e parece ser uma cidade grande...nosso albergue não é tão bom mas já conseguimos encontrar algumas coisas que estavamos procurando como chocolates Argentinos...de volta a Argentina :D

É impressionante como é complicado gerênciar seu dinheiro no Chile...voltando para a Argentina estou vendo que no Chile tudo é caro demais....um taxi qualquer da 40 reais :(...já aqui na Argentina...gastamos no máximo 6 reais com um taxi....

Meu pé já melhorou um pouco e consegui andar um bocado...a Teh comprou um chinelo desses de vô para mim e cortamos a ponta para o dedão ficar para fora...










Dicas para quem quer ir a Mendoza
- Se esta vindo de Santiago...não esqueça o papel da migração
- Os passeios em Mendoza começam a maioria de manhã e terminam a noite então se não quiser perder o primeiro dia na cidade se informe e reserve o passeio antes



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*Data: 24/06/08 - 21:00
*Local: Mendoza/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~5194 km
*Km rodados (carro): ~880 km*Tempo: Frio (~ 7C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Outro dia no hotel

Mais um dia em Santiago e mais um dia dentro do hotel. Meu pé não melhorou nem um pouco e tive que passar quase que o dia todo no hotel. O pouco que sai não foi nada agradavel...muita gente na rua, muito barulho, muitos carros, ruas grandes e gente que não respeita os pedestres...

Bom...agora a noite decidimos ir para Mendoza e amanhã de manhã pegaremos o onibus. Nossas malas vão ficar aqui no hotel para carregarmos pouco peso...vamos ver como meu pé vai se comportar :D...

Não tenho dicas hoje :(




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*Data: 23/06/08 - 22:30
*Local: Santiago/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4847 km
*Km rodados (carro): ~880 km*Tempo: Frio (~ 6C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

domingo, 22 de junho de 2008

Chegamos em Santiago

As empresas de onibus que temos no Brasil poderiam aprender um pouco com as que temos aqui no Chile e na Argentina pois elas oferecem categorias diferenciadas de acentos, você pode pagar por um banco normal ou por um de primeira classe. No onibus temos TV, cobertor, uma poltrona grande e quando acordamos temos um café da manhã. Aqui no Chile ainda temos um luminoso que mostra a velocidade atual do onibus, a cidade que estamos e avisa caso o motorista esteja acima da velocidade permitida e quando isso acontece uma mensagem é exibida com pedindo para que você avise o mesmo ou o denuncie em um telefone (que também aparece na mensagem). Neste luminoso ainda temos a informação do tempo em que o motorista esta dirigindo.

Depois de algumas horas de viagem chegamos em Santiago. Já tinhamos escolhido um albergue pela internet e fomos até ele. Chegando no albergue descobrimos que não tinha mais vagas e assim fomos indo de albergue em albergue. Quando encontravamos alguma vaga, não tinha internet e o quarto era muito ruim. Acabamos nos hospedando em um hotel mesmo.
Hotel tem suas vantagens e desvantagens (para mim, mas desvantagens do que vantagens)...é relativamente mais caro e você não se sente tão a vontade como quando esta em um albergue...não encontra com pessoas novas o tempo todo e quando encontra não conversa...não tem uma cozinha para fazer a sua comida e a internet é a parte...as vantagens do hotel estão nos elevadores e nas pessoas carregando as suas malas para o quarto :D.

Bom...esse nosso primeiro dia em Santiago foi um pouco diferente pois passamos o dia todo no hotel...meu pé não esta nada bom e achamos melhor ficar aqui mesmo....então...não tenho muito o que falar de Santiago agora :(.

Dicas para quem quer vir para Santiago
- Se você quer ficar em um albergue...RESERVE BEM ANTES a sua vaga :D



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*Data: 22/06/08 - 22:00
*Local: Santiago/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4847 km
*Km rodados (carro): ~880 km*Tempo: Frio (~ 10C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sábado, 21 de junho de 2008

Subindo o Vulcão Villarrica

Acordamos as 6 da manhã e fomos buscar os equipamentos necessários para subir o vulcão. Encontramos com o guia e mais duas pessoas, um cara que mora na suiça e outro que mora entre a suiça e a frança. Depois de vestir todas as roupas e colocar todos os equipamentos na mochila (crampones, mascaras de gas, piolets, "bundiski", botas e poilanas...além de água e comida) fomos para o vulcão e no caminho conhecemos mais dois brasileiros...............

Chegando na base e começamos a subir. O começo do caminho é um pouco mais tranquilo, mas aos poucos isso vai mudando e ficando cada vez mais íngrime, assim um pouco antes da primeira parada tivemos que colocar os crampones (que são como pregos bem grandes que encaixamos nas botas para que fique mais facil andar na neve sem escorregar). Após colocá-los a caminhada fica bem mais segura.
Quando chegamos a primeira parada, o guia começou a falar que dali para frente a caminhada iria ficar mais pesada e mais inclinada. A primeira parada é feita na casa do teleférico e algumas pessoas pararam por ali.
A segunda parte do caminho foi realmente um pouco mais pesada. A segunda parada foi feita no antigo teleférico que havia sido construio nos anos 60 e foi destruído pela erupção. Ali, o guia voltou a falar que o caminho iria ficar mais difícil.
Voltamos a subir e o caminho estava realmente bem mais difícil. Ao chegar na terceira parada já estavamos cançados e o guia, novamente falou que iria piorar e que dessa vez, para continuar seria necessário ter forças para voltar. Nesse ponto muitas pessoas pararam.

O caminho realmente piorou muito e o vento começou a ficar bem forte e naquele ponto a neve já estava sendo levada pelo vento. Em alguns pontos da caminhada a visibilidade não era muito boa. A dor na minha batata da perna estava forte e o frio na mão também (eu estava sem luvas) e essa dor me fazia pensar em desistir as vezes e quando isso acontecida eu parava para comer chocolate e tomar água. Eu tentava não olhar para cima para não desanimar e foi assim até o topo.
Quando cheguei ao topo do vulcão o vento estava muito mais forte e as minhas mãos estavam me matando. Coloquei a mochila no chão, tirei os crampones e tirei a minha balaclava para segura-la e tentar aquecer as mãos. Cheguei perto da cratera e olhei para baixo. O buraco é gigante e a parede dele tem uma cor linda. Uma fumaça constante sai desta cratera. Fiquei um bom tempo olhando, relaxando e tremendo de frio. Do nada lembrei que estava com sede e fui buscar minha água na mochila. Deixei uma garrafa de 1.5L no meio da mochila junto com todos os equipamentos e mais dois casacos e quando peguei a água a encontrei começando a congelar. Existia uma camada de gelo em toda a garrafa e tive que ficar apertando a garrafa para conseguir tomar a água.
Quando decidimos descer vestimos uma calça mais grossa que "funciona como um ski" e em alguns pontos podiamos escorregar vulcão abaixo :D e usavamos os piolets para freiar. Estava bem divertido descer assim mas chegamos em um ponto onde existia pouca neve e muito gelo e tivemos que vestir os crampones novamente e dali para frente voltamos a caminhar. Meu pé já estava me matando novamente mas o ar já estava um pouco mais quente e minha mão já estava um pouco melhor.

Quando cheguei a base fiquei tão feliz...acho que estava em outro mundo. As pessoas falavam comigo mas eu não respondia direito, não dava atenção...só pensava em comer, em tomar água e na dor no meu pé.

Quando chegamos na cidade novamente fomos direto para o lugar onde alugamos os equipamentos e lá tirei a bota e verifiquei que a minha meia estava molhada (não sei a quanto tempo) e quando tirei vi o estado do dedão do meu pé: a unha estava PRETA, dos dois.

Voltamos para o albergue com muita dor e de lá pegamos o onibus para Santiago. Antes disso descobrimos que a nossa amiga (Radka) havia chegado em Santiago e que havia sido roubada. Aquela notícia acabou com a minha tranquilidade que tinha em relação a Santiago.

Bom, apesar de toda a dor e de toda essa tortura, chegar até a cratera do vulcão valeu tudo. É tão bom conseguir tirar tudo da sua cabeça e se concentrar só em chegar em um ponto. Por alguns momentos você consegue escutar o vento, escutar a sua respiração, escutar os seus pensamentos e seus desejos...por um momento deixa de acreditar e em outro volta a acreditar. Quando você chega ao topo percebe que foi ótimo ter ignorado "toda aquela dor". Quando você chega ao topo, percebe que essa dor é tão pequena diante de toda aquela visão, diante de todo aquele vento, daquele mundo e da sua superação.

O guia comentou comigo que muitos brasileiros tentam chegar até a cratera e que são poucos os que conseguem e que aqueles que conseguem são do Rio e Salvador. Comentou que estava surpreso ao ver um paulista ali e que estes raramente conseguem chegar até la... (como assim?).
Se você gosta desse tipo de viagem e quer ir até Pucon...ajude a melhorar essa situação...a caminhada para mim (que não tenho um preparo físico muito bom) foi bem complicada mas não é impossível...não desista e chegue até o topo :D...mas caso não chegue, não desanime...chegar em qualquer ponto já é um ótimo resultado...ver tudo aquilo, estar tão próximo de algo tão grandioso é algo que fica dentro de você e é impossível colocar em palavras ou escrever em um blog ou qualquer texto.

Dicas para quem quer subir o Vulcão Villarrica
- Espere na cidade até encontrar um dia com o céu limpo
- É mais seguro usar uma meia impermeável
- Verifique se todo o equipamento se encontra na sua mochila e não misture-os com os dos seus amigos ou namorada(0) (caso se separem, alguem ficará na mão!).



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*Data: 21/06/08 - 23:20
*Local: Pucon/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4502 km
*Km rodados (carro): ~880 km*Tempo: Frio (~ 0C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mais um dia em Pucon

Hoje acordamos tarde e trocamos de albergue. O albergue onde estavamos era um pouco gelado e o novo é bem mais gostoso e mais barato também.

Planejavamos fazer rafiting hoje mas acabamos passando o dia com a nossa amiga Radka. Foi um dia tranquilo e gostoso na cidade de Pucon e o tempo melhorou muito. Uma coisa louca aqui é que quando você esta dentro de algum lugar pode escutar o barulho do vento (o vento aqui é sempre muito forte).

Hoje de manhã quando chegamos ao novo albergue escutei uma sirene tocando e já imaginei (que louco, o vulcão :D)...fiquei esperando alguém aparecer no quarto falando que poderia acontecer algo... mas nada :(....minutos depois escuto a sirene novamente. Desci já com a camera na mão e perguntei para a mulher do albergue o que era e ela falou "provavelmente alguma casa pegando fogo. As pessoas acendem a lareira e botam fogo na casa. É comum nessa época do ano" e eu pensei "droga :("....as últimas erupções deste vulcão não foram perigosas e podemos ver algumas fotos pela cidade e são lindas...(algo único)

Nesse post tem uma foto do vulcão Villarrica (ainda ativo e acho que a ultima erupção foi em 2004). É o vulcão que podemos ver ao sair do nosso albergue :D.

Dicas para quem quer vir para Pucon
- O albergue "Victor" é bem bacana e não é tão caro (fica perto da rodoviária)



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*Data: 20/06/08 - 23:00
*Local: Pucon/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4502 km
*Km rodados (carro): ~840 km*Tempo: Frio (~ 5C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Termas em Pucon

Pucon é uma cidade muito bonita, pequena e cercada por vulcões. O maior e mais importante é o Villarrica e pode ser avistado de toda a cidade.
Além dos vulcões a cidade possui muitos outros atrativos para os viajantes que gostam de esporte e caminhando pelo centro você irá encontrar muitas agências de turismo oferecendo passeios como: rafiting, ski, snowboard, termas, escalada no vulcão, saltos de paraquedas, cavalgada, tour em motos, hiking em cavernas, hiking no parque nacional, etc (algumas destas atividades não estão disponiveis nessa época do ano). A pesquisa por preços é valida pois as agências dão descontos e a diferença de preço existe.
Um passeio interessante e que pode ser feito também durante a noite são as termas. Você pode passar o dia todo fazendo outros passeios e a noite (as 20:00hrs) ir relaxar o corpo em piscinas naturais de água quente :D.
Hoje fomos a uma das termas que estão perto de Pucon e as piscinas são muito boas (tivemos a sorte de estarmos sozinhos lá).
A terma que visitamos (Termas Los Pozones) é muito bonita e possuí 5 piscinas. No local existe uma escada que leva até a primeira piscina e lá você entra em um abrigo onde pode colocar a roupa de banho (se esqueceu no Brasil, pode comprar aqui) e descer para a piscina por uma escada que sai de dentro do próprio abrigo. A água é super gostosa, sua temperatura varia entre 20 e 45C e possui em sua composição zinco, cobre, magnésio, ferro e sulfato.
O guia comentou que o bacana é ficar 20 minutos na água e depois sair e caminhar um pouco e quando começar a sentir muito frio, voltar para a água para mais 20 minutos (isso para que seja melhor aproveitada a função terapeutica dessas águas termais). Existe também água fria para depois do banho quente :D. Uma dica é entrar na primeira piscina e ficar lá por 20 minutos relaxando e depois caminhar até a próxima (e ficar mais 20 min) e assim por diante até chegar a quinta piscina.

Em todo o momento que estive na terma me lembrei dos cenários do desenho "a viagem de chihiro". O lugar é muito gostoso.

O tempo hoje estava muito frio, descobrimos através do site que a sensação térmica iria de -3C a -12C.... gelado!

Dicas para quem quer ir as termas em Pucon
- Leve tolhas (usamos as do albergue mesmo)
- Coloque roupas de banho (biquinis/sungas) na mala antes de sair do seu país
- Leve água
- Não é permitido comer nas piscinas (ainda bem) mas fora delas é...então leve um pouco de comida
- Leve máquina fotografica e fique de olho nela pois não há lugares seguros para deixá-las (isso vale somente para termas los Pozones, pois são as únicas totalmente rusticas e com uma mínima infraestrutura, ao contrário das outras termas que possuem restaurantes, guarda-volumes, spas, etc...)
- Relaxe e aproveite... vale a pena :D !



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*Data: 19/06/08 - 23:50
*Local: Pucon/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4502 km
*Km rodados (carro): ~840 km*Tempo: Frio (~ 2C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Chegamos em Pucon

Hoje passamos mais um dia na estrada e entramos no Chile mais uma vez e dessa vez tive que jogar um saco de pão com queijo fora na fronteira :(.
As estradas aqui no Chile parecem ser boas e possuem uma vegetação diferente daquela que encontramos na Argentina. São muito bonitas.

Chegando na cidade de Osorno eu desci para pegar minhas malas e um dos caras da empresa de onibus me olhou e já apontou para o bolso dele falando: "propina" - ...hahaha...droga...Como eu não tinha peso chinelo acabei dando uma moeda de um real para ele.

Desde que chegamos aqui em Pucon ja andamos um bocado pela cidade em busca de albergues e comida e quando estavamos no supermercado encontramos nossas amigas gringas. Elas já estão aqui a 3 dias e estão adorando. Ficamos de ir encontra-las mais tarde em um bar mas o frio acabou nos espantando da rua hoje. Esta bem gelado aqui no Chile e pela primeira vez senti aquele frio de bater os dentes :(.

O albergue onde estamos é bem bonito mas é frio, a calefação não parece ser muito boa e o banheiro é uma caverna de gelo :(.

A primeira impressão que tivemos é que parece ser uma cidade que vale a visita.

Dicas para quem quer vir até Pucon
- O de sempre para as estradas: Um bom mp3 player ou um ótimo livro (se não tiver problemas com leitura em onibus)
- Se alguém lhe pedir uma propina não se assuste...o cara esta te pedindo uma grana pelo serviço oferecido
- A cidade é lotada de albergues e não é muito grande...vale a pena caminhar um pouco com a mochila nas costas procurando o albergue que lhe agrada mais
- Venha agasalhado nessa época do ano pois essa cidade parece ser bem fria.





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*Data: 18/06/08 - 23:30
*Local: Pucon/Chile
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~4502 km
*Km rodados (carro): ~761 km*Tempo: Frio (~ 3C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

terça-feira, 17 de junho de 2008

Salto de Paraglaider em Bariloche

Ontem a noite marcamos um salto de parapente sobre a cidade de Bariloche saindo de uma rampa do Cerro Otto e fomos dormir esperando um ótimo dia de vento. O dia de hoje não amanheceu tão bonito e o vento não parecia favorável. A menina do albergue ligou para o instrutor e ele pediu para esperarmos até o 12:00 para ver se o vento mudava a direção. Acabamos tirando a manhã para arrumar as malas e colocar todas as tarefas em dia.
O instrutor chegou no albergue perto do 12:00 para nos buscar e de lá fomos ao Cerro Otto. Como estavamos em duas pessoas e em um único instrutor fomos avisados de que um teria que esperar na área de pouso ou na rampa. Decidimos que iriamos esperar no topo do Cerro Otto pois lá existe um restaurante giratório onde poderiamos ver um bom pedaço da cidade. Subimos de taxi e o tempo já estava melhor mas, o vento não parecia ajudar em nada. Ao chegar no topo do cerro começamos a nos preparar. Demorou mais de 30 minutos até que tudo estivesse ok para começarmos o vôo. Antes de começar o vôo, o instrutor pediu a minha ajuda com a vela e para isso eu tirei as luvas e não as coloquei mais. Depois de muito tempo tentando, o instrutor conseguiu colocar a vela no ar e poderiamos começar o vôo. Como estava com pouco vento eu estava esperando aquele vôo de 10 minutos onde vamos direto para o chão mas demos sorte e conseguimos pegar uma térmica e quando me dei conta já estava muito acima do restaurante giratório a 1840 metros de altura. O frio estava me matando e a minha mão estava doendo muito mas a vista era tão linda que eu esquecia daquela dor e só lembrava quando olhava minhas mãos secas e brancas. Ficamos um bom tempo nessa térmica, observando toda a cadeia de montanhas que cercam Bariloche. Não precisou descer muito para sentir o ar esquentando cada vez mais. Fomos um pouco adiante e ficamos sobre o lago e nesse momento eu assumi o controle da vela....curva para cá, curva para lá, freia, acelera....bem legal :D. Quando chegamos no chão o instrituro subiu novamente para fazer o salto da Teh...
Uma coisa bem bacana, foi que no fim do meu vôo o instrutor disse que esse foi um dia bem incomum, que em 16 anos voando ele nunca subiu tão alto no mês de junho, que isso era realmente muito raro! :D

Dicas para quem quer saltar de parapente em Bariloche
- Faça isso, é bem legal.
- Não coma nada antes pois você pode ficar enjoado
- Va muito bem agasalhado
- Use as luvas
- Leve suas camêras
- Não leve muito peso



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*Data: 17/06/08 - 21:30
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~761 km
*Tempo: Frio (~ 6C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Patinação no gelo em Bariloche

Hoje passamos uma parte do dia passeando pelas ruas de Bariloche em busca de doces, fizemos o melhor almoço de todos até agora (eu me acertei com a carne de soja agora), jogamos sinuca, encontramos com N Brasileiros (tem tantos brasileiros aqui que você chega a pensar "po, la deve estar vazio agora"), fomos patinar no gelo a noite e compramos a passagem para Púcon-Chile (O preço da passagem de Bariloche para Pucon é de 70 pesos e parece que são 4 horas de viagem).
Para ir até a rodoviária utilizamos o transporte local, que dessa vez, deu certo :D (nada de motorista esquecendo de avisar onde é o ponto).
Aqui em Bariloche não temos um lago congelado como no Ushuaia :( mas mesmo assim fomos patinar. Quando passamos, durante a tarde, a pista estava lotada e decidimos que iriamos voltar mais tarde. A diferença de preço entre a patinação aqui e no Ushuaia é gritante, no Ushuaia pagamos 6 pesos e aqui 25 pesos :(.
Quando voltamos (as 20:00) para a pista, que fica no porto, passamos por uma pequena manifestação onde os argentinos estavam batendo em panelas na praça e todos que passavam de carro buzinavam (não sei o motivo).
A patinação na pista artificial é bem diferente da feita em um lago congelado e eu não sentia firmeza nos pés. O patins não deslizava tão bem (ele mais escorregava do que deslizava). Enquanto patinavamos tinham três meninas que devem fazer parte do grupo de patinação artistica de Bariloche patinando e elas ficavam indo e vindo e dando milhões de voltinhas no lugar e pulando (sempre abrindo o braço para fazer qualquer coisa :P).
Encontramos com mais um grupo de brasileiros enquanto patinavamos e eles comentaram que estavam de carro e eram do sul.

Quando saímos da patinação, a manifestação ainda estava lá, agora, com mais pessoas.

Uma coisa que tenho notado é que a maioria dos argentinos fumam (credo), principalmente os mais jovens.

Dicas para quem quer patinar no gelo
- Procure um lago congelado para patinar :D.



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*Data: 16/06/08 - 22:30
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~761 km
*Tempo: Frio (~ 7C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

domingo, 15 de junho de 2008

Caiaque no lago Gutierrez

Hoje fomos andar de caiaque no lago Gutierrez e o nosso guia chegou no albergue no horário marcado (14:00). Hoje, aqui na Argentinha, se comemora o dia dos pais e o guia estava acompanhado do filho dele (Thomas) de 4 anos (uma figura). Fomos para o lago e quando chegamos o guia começou a pegar as roupas que teriamos que vestir e nos deu um papel para lermos e assinar. No papel estava escrito aquela história de sempre de que o passeio possuí risco de vida e etc.
Vestimos as roupas e fomos para a margem do lago esperar o guia voltar com os caiaques. Quando você entra no caiaque, parte da sua roupa ajuda a evitar que a água entre no seu espaço dentro do caiaque e isso impede que você se molhe. Hoje o dia estava muito bom e o céu estava limpo. O lago é muito bonito e depois de remarmos um tempo, paramos para tomar chá e comer Alfajor caseiro (muiiito bom, talvez tão bom quanto o do Havanna). Depois de um tempo voltamos para o lago e remamos de volta para a margem.
Durante o passeio o guia foi falando um pouco sobre os picos de escalada que existem aqui e algumas outras coisas para fazer na cidade. O nosso passeio foi bem bacana pois foi meio particular (não tinha mais ninguém) e o guia era gente boa demais e o filho dele muito figura. Foi bem divertido!
Chegando no albergue fomos tomar banho na jacuzzi! :D

Dicas para quem quer fazer o passeio de caiaque
- Não utilize roupas de algodão.
- Se você esta deixando de ir pois acha que o caiaque vai virar...pare de bobeira e vá :D.
- Leve a camera fotografica e a de filmar pois o guia tem bolsas que protegem o equipamento.
- Não leve muito agasalho pois você provavelmente irá utilizar o que o guia tiver lá (mais apropriado)



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*Data: 15/06/08 - 22:00
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~761 km
*Tempo: Frio (~ 6C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sábado, 14 de junho de 2008

Outro dia em Bariloche

Hoje não fizemos muita coisa!
Acordamos tarde e fomos para a cidade procurar uma maneira de arrumar mais dinheiro. Passamos por alguns bancos até achar um caixa-eletrônico para usar o cartão de débito do Banco do Brasil. Agora temos mais dinheiro novamente e podemos fazer outros passeios.
Passamos a manhã toda andando pela cidade e depois voltamos para o albergue e fizemos um almoço bem gostoso. A tarde vimos um filme (Babel) e encontramos com nossas amigas gringas. Agora a noite saimos todos nós para ver um show de tango. Chegamos no lugar onde estava anunciado o show e descobrimos que era só musical e que não teria ninguém dançando tango. Resolvemos andar um pouco pela cidade para procurar algum lugar que tivesse algo legal... ou um barzinho com um showzinho bacana, ou alguma apresentação de dança, mas no fim não encontramos nada! :(
Esta bem frio la fora e ja estamos no quarto prontos para dormir :D.

Ah...jogamos sinuca hoje e na foto é um pedaço da mesa :P...rs...(não tiramos fotos hoje)



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*Data: 14/06/08 - 23:30
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~721 km
*Tempo: Muito Frio (~ 5C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cerro Tronador

Hoje fomos ao Cerro Tronador aqui em Bariloche e lá vimos um Glaciar "Negro". Saimos de manhã com um grupo de turistas, argentinos, uruguaios, colombianos, mexicanos (de cancun), um frances e nós de brasileiros :D. O tempo que passamos indo até lá não foi tão legal pois o guia falava demais, não parava um único segundo :(. Mas tivemos nossos momentos bons no caminho pois a mulher do casal do Uruguai era uma figura e falava sem parar (parecia uma guia também). Durante o caminho fizemos algumas paradas e a primeira foi em uma casa e perto havia uma ponte com uma paisagem maravilhosa. A água que passava ali é tão transparente que é possível ver as trutas nadando contra a correnteza e o fundo cheio de pedras. Ali o frio não estava muito forte mas o pessoal já estava todo agasalhado.
Subimos mais um pouco e depois de muito "bla bla bla" do guia chegamos a outro ponto de parada. Estava chuviscando e havia um arco-íris no céu. O vento nesta parada já estava forte e estava bem mais frio que no ponto anterior. Ficamos uma hora passando frio. O guia comentou que a água de todo o parque é potável e fomos encher nossa garrafa em uma corredeira de água de desgelo. Provamos, estava bem gelada mas não era tão boa quanto a que tomamos em El Chalten. Nesse ponto uma hora é mais que suficiente (poderia ser um pouco menos pois o frio lá é forte). Voltamos para a nossa caminhada e chegamos no próximo ponto onde encontramos o Cerro Tronador. O famoso Glaciar é bem menor que o Perito Moreno mas é bonito e tem uma característica única, é um glaciar negro. A cor escura é gerada por sedimentos que se desprendem da montanha e se acumulam no gelo. Infelizmente esse glaciar está sofrendo com o aquecimento global e vem diminuíndo durante os anos. Segundo o guia a 30 anos atrás esse glaciar era 600m maior que hoje. O vento naquele ponto era tão forte que as vezes perdiamos o equilíbrio e tinhamos que tomar um certo cuidado. Devido a isso, a sensação térmica no local era de -10C. O próximo ponto foi o último e foi e não tinha nada alêm de um grande espaço cheio de neve onde muitas pessoas estavam fazendo guerra com bolas de neve. Ficamos muito pouco tempo pois já não estavamos mais tão felizes com o frio :P.
De volta ao albergue fizemos um jantar super gostoso e encontramos com as meninas que conhecemos em El Chalten (as gringas que pegaram a headlamp emprestada). Agora a pouco estavamos conversando com uma delas e elas são malucas demais...rs. Estavam contando a história delas e como foi vir de carona de El Calafate a Bariloche.




Dicas para quem quer ir ao Cerro Tronador
- Se você não aguenta guias que falam muito leve um mp3 player.
- Vá muito bem agasalhado e com algo que te proteja do vento (ex.: anorak)
- O passeio não possuí nenhuma caminhada e você pode levar uma mochila com comida para gastar menos



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*Data: 13/06/08 - 23:30
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~721 km
*Tempo: Muito Frio-Chuva (~ -10C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Mais um dia na cidade de Bariloche

Aee...mais um dia aqui em Bariloche e fomos andar pela cidade que com certeza é a cidade onde vimos mais Brasileiros.
Estavamos andando no centro e vimos alguns caras bebendo em um banco e falando um monte de besteiras em uma lingua X e quando eu chego perto escuto um "você esta bebado"...mais Brasileiros :P. Ontem também teve mais uma com um brasileiro, estava indo para o meu quarto e quando estava no corredor escutei alguém batendo na porta pelo lado de dentro e gritando "alguém ai fora". O brasileiro ficou trancado dentro do quarto compartilhado e estava pedindo minha ajuda. Depois, conversando com ele descobri que ele havia ido ao Cerro Catedral e que lá parecia uma Copacabana com neve pois você só escuta pessoas falando alto e fazendo barulho e tudo em português :P.

A temporada de esqui ainda não esta aberta aqui e isso deve acontecer em 2 dias. Temos uma pista de patinação aqui mas é artificial :(.

No centro vimos alguns cachorros bonitos e fomos tirar fotos e estavamos bem até um cara chegar e perguntar de onde eramos e se queriamos tirar fotos com a minha máquina (junto com os cachorros) por 10 pesos (da para acreditar?).

Bom, amanhã vamos fazer um passeio que parece ser bacana.

Ahhh...tomamos um sorvete aqui na sorveteria Jauja que dizem ser a melhor sorveteira do Sul da Argentina e o sorvete é bom mesmo mas é meio caro :( pois uma casquinha custa 7.50 pesos.

Bariloche parece muito com Campos do Jordão.
Aqui também não está tão frio mas as pessoas andam na rua como se estivesse -4C.

Uhn...ficamos um bom tempo na jacuzzi do albergue também :D. O dia foi bem tranquilo e gostoso :D.

Dicas para que quer vir para Bariloche
- Se não quer gastar 10 pesos tirando fotos com cachorros, não chegue perto dos São Bernardos :P
- Tome um sorvete aqui na Jauja pois é bem gostoso.


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*Data: 12/06/2008 - 23:50
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~521 km
*Tempo: Frio (~4C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiag

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Chegando em Bariloche

Chegamos as 7:30 horas na rodoviária de Neuquen para trocar de onibus e saimos de lá as 9:00 (o onibus atrasou um pouco). Aqui na Argentina você precisa ficar meio esperto pois, em quase todas as viagens que fizemos de onibus tivemos que fazer baudiação. O "problema" é que ninguém avisa em que cidade você esta e se você tem um sono pesado pode passar reto pela cidade onde tem que descer.

Ahh... uma coisa bacana. Na empresa Andesmar, é servido um almoço ou jantar, e se você é vegetariano, pode avisar na hora de comprar o bilhete e eles anotam no computador. Ontem jantamos uma salada e estava muito boa. Hoje o café da manhã estava bem bacana. Em todas as refeitções tem alfajor mas só na primeira classe eles dão um Alfajor bom :(.

Recados para a Yasmin :D
Ya...
Está passando um filme aqui no onibus que "tem a sua cara". É um filme de esporte. Pelo menos a música da introdução é boa :D (Elvis).
Ahh...tem um "bis" gigante aqui no café da manhã do onibus e todo chocolate que estão dando é branco.

Chegamos em Bariloche as 14:00 e só chegamos no albergue as 18:00. Ficamos um bom tempo na rodoviária procurando qual albergue iriamos ficar. Depois de ligar para todos procurando os preços resolvemos conhece-los pessoalmente. Decidimos pegar um taxi ou um onibus para ir até a rua Salta que é onde ficam alguns dos albergues que escolhemos. Perguntamos para o taxista quanto ficaria e ele falou que seriam 12 pesos e já estavamos sabendo que o onibus sairia por 1 peso e 30 centavos. Pegamos o onibus :D. Um cara do albergue nos ajudou pedindo para o motorista nos avisar quando estivesse perto da rua Salta. Ai veio o "problema". O motorista esqueceu de nos avisar quando passou pela rua e fomos parar sei la onde a 27 km de Bariloche e para ficar mais bizarro ainda, no fim estavamos apenas nós dois e um homem com uma cara de maluco que nunca vi igual . Chegamos no ponto final da linha e o motorista falou que teriamos que descer ou pagar novamente para voltar. Pois é...tentamos falar "mas a culpa não é nossa" e ele falava que não podia fazer nada e que havia esquecido pois nós estavamos sentados no "meio" do onibus e que ele não tinha dinheiro para pagar para nós (até me mostrou a carteira dele vazia). Bom, a passagem subiu o preço e agora custava 2.60 (pois é, as passagens aqui variam com a distância que vai percorrer). O mais engraçado é que o homem com cara de maluco continuou no onibus e não pagou outra passagem (nessa hora o cara tremia e nos encarava).
O onibus na volta foi ficando cada vez mais lotado e nem conseguia me imaginar saindo de lá e passando por toda aquela montanha de gente com a minha mochila GIGANTE nas costas mas a hora chegou o foi "Permission" para cá, "Permission" para la e pronto, estavamos na rua Salta.
A rua Salta é uma subida e os albergues ficam depois da subida toda :(. Enfim encontramos um albergue bom e com um preço rozoável. Fomos primeiro ao Marcopollo (o mesmo de El Calafate) e novamente não gostamos do atendimento (acho que aqui foi pior do que la). Os quartos compartilhados do Marcopollo aqui são ótimos (os melhores que vi até agora). Andamos mais um pouco e encontramos o Tango Inn. Aqui existe o quarto Double, Double Supreme e o compartilhado. Ficamos com o Double que é muito bom e tem uma vista linda do lago e fomos ver o Supreme....nossa...o Supreme é SUPREME mesmo :D...lindo e tem até uma "sacada". Os quartos compartilhados são normais e a vista é para um muro :( mas o atendimento aqui é ótimo e temos uma jacuzzi (é assim que escreve?).

Dicas para quem quer ficar ou vai passar pela cidade de Neuquen
- Para aqueles que querem fazer um post no blog da viagem ou chegar seus emails, a rodoviária de Neuquen tem internet gratuíta

Dicas para quem quer ir de onibus de Puerto Madryn a Bariloche
- Existem diversos horários (empresa Andesmar) de Puerto Madryn a Bariloche. A melhor opção é escolher os horários da noite, próximo das 20:00; 21:00. Se você pegar um onibus nesse horário não terá que ficar muito tempo esperando o próximo na rodoviária de Neuquen
- Viaje na primeira classe (é 300x melhor e no caso desse trecho de viagem só ~10 pesos mais caro)

Dicas para quem quer ir a Bariloche
- Andar de onibus é bem mais barato mas fique esperto com as ruas pois se depender do motorista (que também é o cobrador) te avisar, você pode ir parar no ponto final :P
- O Hostel (Albergue) Tango Inn é uma ótima opção pois os quartos são ótimos, a cozinha é boa e o atendimento até agora está sendo ótimo também alem de ter uma mesa de sinúca, DVD, internet, uma jacuzzi, sala para conversar e um lugar reservado só para os fumantes passarem frio :D.

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*Data: 11/06/08 - 22:30
*Local: Bariloche/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~3996 km
*Km rodados (carro): ~521 km
*Tempo: Frio (~4C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

terça-feira, 10 de junho de 2008

Peninsula Valdes

Acordamos as 6hs para tomar o café da manhã e esperar o onibus que contratamos para nos levar até a Península Valdes. O onibus da agência de turismo chegou aproximadamente as 8:30 e no onibus havia pessoas da Colombia, Russia, Alemanha, nós do Brasil, Argentina, Irlanda, Escócia e Inglatera. O guia (Maurício) era uma figura e ficava falando tudo duas vezes, uma em espanhol e outra em inglês. Uma coisa legal foi ver a menina da Russia e a menina da Alemanha conversando em um espanhol fluente.
O parque fica um pouco longe da cidade de Puerto Madryn e é necessário pagar uma taxa de entrada. Hoje, pagamos 40 pesos por pessoa. Nesses parques sempre existe taxas diferenciadas para gringos e argentinos e ali, os argentinos pagavam só 2 pesos.
A área toda esta sobre cuidados da Unesco e tudo é bem organizado. Logo na entrada encontramos um museu onde tivemos a chance de ver um esqueleto de uma baleia e de escutar explicações do guia.
Quando chegamos na cidade para pegar a lancha e chegar perto das baleias o vento estava um pouco forte e não era seguro entrar no mar. Fomos para o outro lado procurar por lobos marinhos e focas além de guanacos e outros animais. Chegando no primeiro mirador tivemos a oportunidade de ver alguns leões marinhos deitados e outros em um movimento lento. O lugar é imenso...lindo demais, a cor da água é de impressionar. Todo aquele azul e aquela força que a água demonstra ter me fizeram parar em outro lugar.
O vento lá é muito forte e em alguns pontos você chega a sentir o seu corpo sendo empurrado. O frio também é forte.
Ah...também vimos um tatu bola.
Chegando na cidade para almoçar e enquanto a comida não chegava, ficavamos olhando para o mar. Avistamos uma baleia saltando na água um pouco depois de entrar no restaurante e mesmo de longe dava para ver um pedaço grande do seu corpo.
Depois do almoço fomos ver se a lancha iria poder sair e nesse momento vimos como o mar estava agitado :(. Minutos depois o guia veio nos dar a má notícia.
Acabamos indo para um mirador ver as baleias e lá o vento estava umas 2 vezes mais forte que antes. Havia poucas baleias ali e resolvemos ir para outro mirador.
O mais legal é que andamos muito (mais de 100 km) e durante toda a costa era possível ver baleias saltando ou "rolando". O número de baleias é muito grande e isso impressiona.
Em outro ponto chegamos a avistar duas, três, quatro baleias e as vezes mais. Enquanto olhavamos, as baleias saltaram, rolaram, jogaram água para cima e fizeram tudo o que queriamos ver. É muito louco. Ali o vento continuava forte e é legal ver os passaros se esforçando para acompanhar as baleias procurando por comida "fácil".
Ao voltar para a cidade, pegamos um pedaço do nosso dinheiro de volta (por não ter rolado o passeo de barco) e fomos para a rodoviária. Agora estou escrevendo esse post do onibus e estamos indo para Bariloche.

Dicas para quem quer ir a Peninsula Valdes
- A melhor época para ir é no mês de Dezembro pois, nesse mês você irá encontrar todas as espécies da fauna local.
- Existem muitas agências de turismo e o preço não muda muito mas é sempre bom procurar a que o guia lhe agrada mais.
- Leve muito casaco e proteção contra o vento
- Leve baterias extra tanto para a camera fotográfica quanto para a camera de filmar.
- Marque o passeio no dia anterior pois o pessoal da agencia de turismo só aceita assim.

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*Data: 10/06/08 - 22:00
*Local: Puerto Madryn/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (onibus): ~2746 km
*Km rodados (carro): ~521 km
*Tempo: Frio (~5C e muito vento)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Chegando a Puerto Madryn

Chegamos a Puerto Madryn depois de muitas horas de viagem. De Rio Gallegos até Puerto Madryn foram 1227 km feitos em 15 horas e 12 minutos de movimento e 1 hora e 59 minutos parados. Fora o tempo de viagem de El Calafate até Rio Gallegos. O preço da passagem de El Calafate até Rio Gallegos fois de 40 pesos e de Rio Gallegos até Puerto Madryn foram 171 pesos + 1 peso de imposto de sei la o que.
Puerto Madryn foi a primeira cidade que me passou aquela imagem de cidade grande e foi a primeira vez que fiquei preocupado com as malas. Procuramos um taxi e antes de entrar no carro perguntamos qual seria o preço até o hotel. O taxista só respondia "poquito, poquito" e perguntamos "poquito são 5 pesos?" e ele respondeu "si".
Paramos em frente a um hotel que não parecia em nada com o que iriamos ficar e comentamos isso com o taxista que todo atrapalhado percebeu que não estava no lugar certo. Entramos no carro novamente, dobramos a esquerda e depois de duas quadras chegamos ao hotel certo. Quando entreguei os 5 pesos ao taxista ele olhou e falou:

- 8 pesos!
- 8 não! São 5 pesos!
- 5 pesos até o outro hotel, até aqui são 8!
- Não, você não andou nada de lá até aqui.
Ai segurando os 5 pesos na mão ele começou:
- Esse dinheiro não vale nada... não é como seu dolar ou seu euro...
- É, não é mesmo...não pagamos em dolar ou euro
- Não é como seu cruzeiro
- ....????

CRUZEIRO??? ai ai ai

Depois de ficar nesse chove e não molha entreguei 6 pesos na mão dele e falei que não iria pagar nada mais que 6 pesos.

Ufa...fim da história...

O albergue aqui é legal e tem até uma parede de escalada muito bem montada que tem até teto. Segundo o dono, a 150 km daqui existe uma cidade onde você pode encontrar mais de 150 vias de escalada e que tem espaço para se criar muitas outras. Ele costuma a ir escalar la e falou que é lindo.

Fomos ao centro para comprar nosso almoço e para ver os preços dos passeios e depois de procurar em umas três ou quatro lojas fechamos em um que parecia ser bom e barato. Amanhã as 8 da manhã vamos sair para ver as baleias :D.

Agora estamos no albergue carregando todas as baterias para amanhã :D.

Ahh...aqui em Puerto Madryn você encontra muitas motos pequenas pela rua e a que mais tem é uma Honda Biz modificada com freio a disco, peças cromadas e o pneu dianteiro e traseiro enormes (vou ver se acho alguma para tirar uma foto amanhã).

Dicas para quem que vir até Puerto Madryn
- Fique esperto com os taxistas (acho que essa dica é geral e vale para todas as cidades)
- Venta muito aqui e é bom sair bem agasalhado na rua (pelo menos nessa época do ano)
- O nome do albergue que estamos "Hostel Patagonia" e é muito bom. Chegando na rodoviária você irá encontrar vários lugares para pedir informações sobre os albergues.
- Você pode encontrar informações e até comprar tickets para viagens terrestres aqui na argentina pelo site: http://www.andesmar.com/ (estamos viajando com esse pessoal ai e a primeira classe é muito boa).


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*Data: 09/06/08 - 23:30
*Local: Puerto Madryn/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 172 km
*Km rodados (onibus): 2746 km
*Tempo: Frio (~6C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

domingo, 8 de junho de 2008

Saindo de El Calafate em direção a Puerto Madryn

Acordamos para tomar nosso café da manhã (que foi bem fraco no albergue). Meu pé não melhorou nada e ainda não consigo colocar um tênis e agora desistimos de ir para Torres Del Paine. Saimos para comprar coisas para o nosso almoço e no meio do caminho resolvemos procurar um chinelo (eu já estava andando com um pedaço do pé dentro do tênis e outro para fora). Depois de comprar o chinelo demos mais umas voltas pela cidade e fomos até a rodoviária para ver o horário do onibus para Puerto Madryn e descobrimos que ele sairia as 14:30. Voltamos para o albergue correndo para fazer nossa comida e logo depois voltamos para a rodoviária para ver o preço das passagens em outras agências que estavam fechadas na primeira vez que passamos la. Chegamos na rodoviárias as 14:03 e as agências já estavam fechadas novamente (horário de funcionamento: 10:00 - 11:00 <-> 13:00 - 14:00). Compramos da única que estava aberta mas só compramos a ida até Rio Gallegos pois a agência em Gallegos estava fechada e só abria as 16:00.
Chegamos em Gallegos as 19:00 e já fomos comprar as passagens para Puerto Madryn. O onibus saiu as 20:30.
Foi praticamente um dia todo dentro do onibus. As estradas aqui na Argentina são bizarras pois são retas infinitas e nada muda...é um seco só e sem fim...em alguns pontos chega a ser muito bonito pois tem muita neve.

Dicas para quem quer ir de El Calafate para Puerto Madryn
- Se você comprar a passagem de El Calafate para Rio Gallegos (passagem obrigatória) poderá pagar com cartão de crédito.
- Se você deixar para comprar a passagem de Rio Gallegos para Puerto Madryn em Rio Gallegos também poderá pagar com cartão de crédito (se comprar essa passagem em El Calafate só poderá pagar em dinheiro).
- Pegue as poltronas da primeira classe pois são do tipo 'cama'; as 'semi-camas' são bem dificeis de dormir.
- Entre bem agasalhado no onibus. Eu entrei com agasalhos e ainda assim passei frio.
- Leve comida pois só tivemos um jantar no onibus e foi bem fraco (acho que para quem come carne até que estava melhor).

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*Data: 08/06/08 - 19:00
*Local: Puerto Madryn/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 172 km
*Km rodados (onibus): 2746 km
*Tempo: Frio (~10C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sábado, 7 de junho de 2008

De volta a El Calafate

Acordamos e fomos tomar nosso café da manhã e infelizmente meu pé estava doendo mais do que no dia anterior. Ficamos a manhã toda sentados na mesa do café da manhã lendo guias turísticos (Otto, você esqueceu o seu comigo...vou lhe enviar pelo correio quando chegar no Brasil) e decidindo para onde poderiamos ir nos próximos dias. Anotamos alguns possíveis destinos em um papel e iremos decidir mais tarde qual será o próximo destino. Depois disso tentamos sair para mais um caminhas e dessa vez iriamos até uma cachoeira mas infelizmente a dor no meu pé só ficou mais forte com o frio e quando estava a uns 10 metros do albergue resolvi voltar pois não iria dar :(....eu queria muito ver essa cachoeira mas infelizmente a dor falava muito mais alto e vai ter que ficar para uma próxima. Passamos o dia no albergue tentando jogar carta e vendo um vídeo de escada no gelo (muito bom o video, gostei MUITO). As 5:00 pegamos um onibus de volta para El Calafate e peguei meu headlamp de volta com as gringas. Conversei um pouco com elas e infelizmente o dia não estava tão claro e elas não conseguiram ver o Fitz Roy (muitas nuvens).
Na estrada paramos em uma casa para comer algo e quando entrei fiquei surpreso pois havia uma Lhama dentro da casa. Tiramos fotos e filmamos um pouco antes de voltar para o onibus. Voltando para o onibus vimos que estava nevando :D (a primeira vez que neva desde que chegamos aqui). Na estrada nevou bastante e dava para ver a neve começando a deixar a estrada branca em alguns pontos.
Nos primeiros dias em El Calafate ficamos em um albergue chamado Marcopollo que não gostamos muito. Muito grande, muita gente para atender. Não estavamos nos sentindo muito acolhidos e resolvemos mudar de albergue. Conversei com as gringas e elas falaram que estavam em um albergue chamado "Los manos" e resolvemos tentar. O albergue é ótimo...mais barato, menor e as pessoas são mais atenciosas. A menina que fica aqui é da Russia e já troquei músicas com o pessoal que trabalha aqui. Todos aqui na Argentina parecem adorar Ceumar quando mostro para eles. Ceumar e Vanessa da Mata agradam sempre :D.
Ahhh....paguei um mico em El Chalten. Conheci um argentino la e fiquei conversando um pouco com ele...depois de alguma conversa ele perguntou se eu iria ficar em El Calafate e eu comecei a falar "Vou sim...mas vou procurar um outro albergue pois não gostei do que eu fiquei" e ele perguntou qual foi o albergue e eu respondi "Marcopollo" e ele "ahhh, eu trabalho nesse albergue"...droga...hahahaha...
Ahh...as gringas que conhecemos da Republica Tcheca são super gente boas e nos deram a idéia de fazer lentilha para comer (esses dias estamos comendo macarrão) e uma delas tem um nome muito legal (Radka)...
Bom, resolvemos que vamos ficar pelo menos mais um dia aqui em El Calafate pois descobrimos outros passeios bacanas para fazer aqui :D.
Uhn...meu pé ainda não melhorou....vou cuidar melhor dele hoje e vamos ver se ele esta bom amanhã...de qualquer forma amanhã vou procurar fazer algo que não precise usar muito o pé para não piorar.

Novas dicas para El Calafate
- O albergue "Los Manos" parece ser muito bom. Ele não faz para da rede "Hosteling International" mas é bonito e acolhedor. O preço dele também é menor que o do Marcopollo (mas não tem uma mesa de sinuca como no Marcopollo) e nem jantar (só café da manhã).

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*Data: 07/06/08 - 23:30
*Local: El Calafate/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 172 km
*Km rodados (onibus): 1309 km
*Tempo: Frio (~5C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O famoso Fritz Roy

Para ir a El Chalten você pode comprar as passagens na rodoviária de El Calafate ou em uma agência de viagens. Compramos em uma agência pois ofereciam um pacote que saia por 20 pesos a mais e incluía uma noite em um albergue. Saimos de El Calafate as 8 da manhã e fomos meio que dormindo na estrada.
A estrada para El Chalten é muito boa, você vai pala rota 40 e depois pega a rota 23 e poucos km de todo o caminho é de cascalho.
Chegamos na pequena vila de El Chalten as mais ou menos as 10:30 da manhã e tenho que dizer que é muito menor do que eu imaginava (é MUITO PEQUENA). Paramos para comer um pouco e depois fomos conhecer o famoso Fitz Roy. Fomos avisados que o caminho estava cheio de neve e que iriamos precisar de tênis impermeáveis e de bastões para caminhar pois estava muito escorregadio. Uhn...eu fui de tênis normal e sem bastão...resultado final: me dei mal...ahhahaha....tênis molhado e pé doendo.
O caminho para o Fitz Roy é bem tranquilo e bonito apesar da neve por quase todo o caminho e das inúmeras subidas. Em alguns pontos encontramos pedras lindas que com toda a certeza do mundo dariam ótimos problemas para serem resolvidos por muitos escaladores (boulders - Nicholas, você vai pirar aqui muleque). Durante toda a caminhada não existe problemas com água pois toda a água encontrada no parque é potável. Abastecemos nossas garrafinhas quando encontramos uma pequena cachoeira.
Na trilha existe uma bifurcação onde o lado esquerdo leva a um lago e o lado direito ao mirador para ver o Fitz Roy. Fomos pela esquerda e no caminho vimos algumas lebres (são incrivelmente rápidas) e quando chegamos ao lago eu fiquei completamente surpreso ao encontrá-lo totalmente congelado, incrível pois o lago é muito grande.
Voltamos a caminhar e decidimos continuar na trilha até o mirador. Esse caminho já não foi tão fácil pois fomos pelo lado contrário e parecia que ninguém utilizava aquele caminho a um bom tempo. A neve estava fofa e alta e isso dificultava um bocado cada passo (nessa hora meu tênis estava dando lugar a um lago de tão molhado). Resolvemos parar um pouco e comer um pouco de neve :D pois já não tinhamos mais tanta água. Depois de andar um bocado encontramos o mirador e voltamos a ver pegadas na neve. No mirador é possível tirar lindas fotos do Fitz Roy e se você chega la quando o sol está nascendo (com o tempo limpo) é possível ver o Fitz Roy todo vermelho (é lindo - pena só conhecermos isso em fotos).
De volta a cidade fomos procurar um supermercado e encontramos o "El Gringuito" ou algo assim. Compramos pouca comida e voltamos ao hostel. O albergue lá é bem precário, a cozinha é péssima e os funcionários têm uma cozinha separada (lamentável) mas as camas não são tão ruins e nem o chuveiro. Nesse dias fomos dormir cedo. Quando estavamos comendo chegaram duas gringas da Republica Tcheca e perguntaram se eu tinha headlamp pois elas queriam acordar as 7 da manhã para fazer a trilha do Fitz Roy. Emprestei a headlamp para elas e pensei em ir junto e elas falaram que era só aparecer na hora marcada. Fiquei pensando se iria ou não antes de dormir mas não sabia se meu pé iria aguentar. Uhn...antes de dormir, durante o jantar tomei um chocolate quente que estava uma delícia :D.
Ahh...o Parque Nacional de El Chalten é gratuíto e não é necessário pagar nada para nenhum dos passeios. Será necessário pagar algo se você quiser um guia mas o pessoal lhe da instruções e mapas logo que você chega na cidade (é muito bem organizado).

Dicas para quem quer ir a El Chalten
- Leve botas impermeáveis
- Fique mais de um dia (sempre li nos blogs que um dia é suficiente para El Chalten....mas não é...tem muita coisa bonita aqui)
- Se for no verão procure escalar pois as paredes aqui são lindas e fui informado que você pode conseguir o croqui das vias na entrada da cidade
- Leve um headlamp e pilhas reservas
- Se for pegar um pacote como o que peguei (de um dia) fique esperto pois a diária do albergue acaba as 10 AM e depois disso começa uma outra. Tire as malas do quarto e deixe no albergue para não ter que pagar outra diária.

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*Data: 06/06/08 - 22:30
*Local: El Chalten/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 172 km
*Km rodados (onibus): 1093 km
*Tempo: Muito Frio (~3C)
*Trilha sonora desse post: Sem Musica
*Post por: Thiago

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um dia no Glaciar Perito Moreno

Perito Moreno?
Inacreditável. Essa foi a palavra que mais escutei e que mais pensei durante todo o tempo que estive perto do Glariar Perito Moreno.

Chegamos em El Calafate de madrugada e conseguimos um taxi para nos levar até o parque onde fica o glaciar. O motorista do taxi cobrou 60 pesos por pessoa - mesmo preço do onibus - (a distância é de 75km de El Calafate) e no caminho ele foi dando uma aula sobre a cidade e sobre tudo que existe aqui, alem de ir parando durante a estrada para tirarmos fotos. Ao chegar no parque é necessário pagar uma taxa de 40 pesos por pessoa pela entrada. A estrada para chegar até o parque é perfeita (nenhum buraco), assim como dentro dele.
Entrando no parque, a primeira parada para fotos é feita na chamada "curva dos suspiros" onde fica o primeiro mirante e de lá se vê pela primeira vez um dos braços do glaciar. Posso dizer que é uma imagem que tira o folego... É lindo.
Depois de algumas fotos fomos até outro ponto pegar um barco para navegar perto de uma das paredes do glaciar. O passeio de barco custa 35 pesos por pessoa e pode acreditar... vale cada centavo!

O Glaciar Perito Moreno tem 30 km de comprimento e é um glaciar de fácil acesso. No parque você pode chegar perto tanto utilizando o barco quanto a pé pois existe mirantes que levam todos para bem perto tanto do braço esquerdo quanto do braço direito.
As passarelas existentes no parque são todas muito boas e estão em um ótimo estado e delas é possível o glaciar de muitos pontos.

Não é necessário chegar muito perto da parede para escutar o barulho quase que constante do gelo rompendo em diversos pontos do glaciar e do que parece água escorrendo entre o gelo. Durante o inverno a queda do gelo não é tão constante mas tivemos a sorte de ver algumas e foi lindo. É impressionante.
Antigamente, antes daquilo tudo ser um parque, era possível chegar bem perto da parede do glaciar, mas durante a queda do gelo ocorriam acidentes com as embarcações muito próximas e 30 pessoas acabaram morrendo, assim hoje só é possível chegar a no máximo 300m da parede.
Uma coisa legal é que o Perito Moreno é um glaciar em equilibrio (infelizmente um dos poucos), isso significa que ele não expande e nem retrocede, a medida que mais gelo vai se formando, outro tanto vai caindo no mar! Segundo o guia, o movimento das placas é de 2 metros por dia!

A noite fomos a cidade que é muito bonita e fizemos algumas compras. O motorista do taxi contou que existe um lago que congela e que os moradores de El Calafate usam o lago congelado para patinar. Vimos algumas pessoas patinando nesse lago e ele é ENORME. Conversamos com uma mulher na cidade e ela falou que o lago ainda não esta aberto para patinação e que peritos irão avaliar se o lago pode ou não ser aberto até o final de semana. Se tudo estiver ok poderemos alugar os patins e patinar nesse lago GIGANTE :D.

Outra coisa interessante é que parece que os motoristas lavam seus carros com água sempre que os utilizam, pois é usado sal para derreter a neve nas ruas e esse sal pode danificar o carro. (imagina lavar o carro todos os dias nesse frio... que triste!)

Dicas para quem quer visitar o Perito Moreno
- Leve uma camera de filmar
- Leve muita bateria extra para a camera digital e para a camera de filmar
- Leve luvas (nossas mãos "congelaram" e doia MUITO durante o passeio de barco perto do glaciar)
- Procure bem o taxi que vai te levar até o Glaciar pois encontramos um outro taxista que queria cobrar MUITO MAIS por um passeio de 3 horas (o nosso "não tinha limite de tempo").
- Em El Calafate existe uma loja para se alugar equipamentos como botas, casacos e qualquer coisa para montanhismo e essa loja fica na rua Emilio Amado, 833 e o telefone é 491999.




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*Data: 05/06/08 - 11:55 PM
*Local: El Calafate/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 172 km
*Km rodados (onibus): 877 km
*Tempo: Frio (~3C)
*Trilha sonora desse post: Sem Música
*Post por: Thiago

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Estrada do Ushuaia para El Calafate

Hoje o dia foi de estrada, só isso.
Acordamos as 4 da manha (esse teclado do computador do albergue é todo diferente, estou apanhando muito) e pegamos o taxi as 4:30 e as 5:00 o onibus saiu do Ushuaia. O Onibus era ate que gostoso no comeco mas depois ficou quente demais e nao tinha como abrir as janelas.
A estrada é boa até cruzar a fronteira com o chile pois, no Chile temos um pedaco ¨grande¨ de cascalho e ali o motorista nao passava de 40 km/h.
O mais legal da viagem foi cruzar o Estreito de Magalhaes. Ja faz um tempo que quero conhecer esse estreito pessoalmente e posso dizer que é muito bonito :D. O mais bizarro foi ver uma placa em uma das margens dizendo ¨Peligro Campo Minado¨ (Isso do lado chileno).

Quando voce entra no chile é necessário declarar que nao esta levando nenhum tipo de frutas ou outros alimentos pereciveis (é contra a lei do país entrar com esses alimentos).
Durante a viagem passamos por 4 fronteiras: saimos da Argentina, entramos no Chile, saímos do Chile e entramos na Argentina. Eramos os únicos gringos no onibus e entao no final só nós tinhamos que ir até a polícia na fronteira para conferir os documentos e carimbar o passaport.

Chegamos em Gallegos e lá esperamos por 3 horas para pegar o próximo onibus e de lá viemos para Calafate. Em Gallegos ficamos enrolando um pouco em um Carrefour.
Lá no Ushuaia conhecemos um casal do Brail (Otto e Carmen) e eles vieram conosco para Calafate (onibus separado até Gallegos e depois o mesmo onibus de Gallegos até Calafate), sao bem atenciosos e gostamos muito deles.

No total, a viagem durou 18:48 minutos (13:15 de movimento e 5:28 parados) e 875 km rodados entre asfalto e cascalho.

Eu esperava encontrar estradas em péssimo estado e mais estrada de cascalho. A realidade é que as estradas sao boas e o cascalho nao dura muito. Bom para viajar de moto ou carro :D.

Dicas para quem quer fazer a viagem de onibus do Ushuaia para El Calafate.

- Leve um mp3 player
- Leve agua no onibus
- Nao leve alimentos perecifeis para o chile (a multa é alta se entrar com eles escondidos)
- Nao entre no onibus com muitos agasalhos pois é bem quente la dentro

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*Data: 04/06/08 - 2:40 AM
*Local: El Calafate/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 20 km
*Km rodados (onibus): 877 km
*Tempo: Frio (3C)
*Trilha sonora desse post: Rádio do Albergue
*Post por: Thiago

terça-feira, 3 de junho de 2008

Patinação no gelo

Acordamos um pouco tarde e fomos tomar nosso café da manhã. Ficamos conversando com o pessoal aqui do Albergue até umas 10:00 para depois pedir um taxi para tentar ir esquiar. Subimos para as montanhas de taxi e verifiquei que eu continuo impressionado com o pessoal dirigindo aqui. Durante o caminho até a montanha a nossa garrafa de água abriu e virou no taxi e isso deixou a minha calça molhada :( (Frio).
Quando chegamos na base da montanha e o taxista foi embora, começamos a subir a pé em busca do local para alugar os equipamentos esquiar ou andar de snowboard. Encontramos tudo fechado para manutenção e então secidimos subir a montanha.
Na subida da montanha tinha muita neve e em alguns pontos você afundava até o joelho ou um pouco mais. Tiramos muitas fotos, fizemos guerra de neve, deitamos na neve, escorregamos na neve, apostamos corrida escorregando e tomamos muito vento :D. Posso dizer que a vista durante a subida é muito linda e é possível ver toda a cidade (perfeito para fotos). O céu não estava muito aberto (chance de nevar novamente) e isso "atrapalhou" um pouco a vista da cidade.
De volta a base da montanha encontramos um cachorro gigante e ficamos um pouco com ele enquanto esperavamos um taxi. Uma coisa que me impressiona aqui no Ushuaia é que a cidade tem muitos cachorros grandes e todos esses cachorros (bem tratados) ficam soltos. Foram raros os cachorros que vi atrás de uma grade com o portão fechado e foram raras também as vezes que escutei um cachorro latindo para alguma coisa. Os cachorros aqui andam e correm no meio de todo mundo. Você esta andando pela San Martin a noite com a calçada lotada e ve um Pastor Alemão enorme correndo para la e para ca desviando das pessoas ou na frente da porta do shopping e ainda ve algumas pessoas fazendo carinho neles quando passam por perto. O legal é que cachorros que assustam qualquer Brasileiro que os encontra solto na rua ai no Brasil aqui, correm entre as pessoas sem nem latir. (acho isso muito legal)
Voltando da montanha resolvemos procurar por uma pista de patinação. Conversamos com o taxista e fomos até a Laguna Del Diablo. Alugamos os patins (6 pesos por uma hora) e fomos patinar em uma lagoa congelada. O pessoal daqui parece turista andando de patins (a maioria), ninguem parece andar bem. Patinamos por uma hora e depois voltamos ao centro para comprar mais comida e comer chocolate e depois disso voltamos para a Laguna Del Diablo para patinar mais uma hora :D. A patinação fica aberta até as 22:00.
Voltamos para o hotel, conversamos com o pessoal do albergue e eu peguei uns cds de bandas locais emprestado para gravar e gravei várias músicas Brasileiras para o pessoal daqui para dar de presente.
Arrumamos as malas e agora (01:00AM) estamos indo dormir para pegar o taxi as 4:30 para a rodoviária e de lá estaremos indo para El Calafate. Uma coisa bacana do HI é que você pode fazer as reservas do próximo albergue no albergue onde esta. Fizemos a reserva do albergue em El Calafate aqui do albergue no Ushuaia mesmo. Pagamos metade do valor da diária de lá para o pessoal daqui e garantimos nossa reserva no próximo ponto de destino. Quando estivermos saindo de El Calafate faremos a mesma coisa :D.

Mais dicas para quem quer vir para o Ushuaia
- Se você quer ir esquiar, espere um dia com o céu claro e ligue na casa de turismo antes para saber se esta funcionando
- Existe um lago chamado Laguna Del Diablo onde você pode patinar
- Existem estações de esque super caras e uma super barata (onde o povo daqui vai) e me parece que essa barata é muito boa (foi onde tentei ir hoje).
- Utilize taxi (eu gasto em média 10 pesos para cada lugar que quero ir - não são próximos). O taxi é bem barato
- Arrume uma bota impermeavel para subir as montanhas com gelo ou coloque sacos plásticos entre a meia e o tenis.
- Se utilizar a HI faça suas reservas do albergue da próxima cidade no albergue onde você está.

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*Data: 03/06/08 - 01:00AM
*Local: Ushuaia/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 20 km
*Tempo: Frio (~3C)
*Trilha sonora desse post: Sem música
*Post por: Thiago

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Compras no Ushuaia

Hoje vou dar mais dicas para quem quer vir para o Ushuaia do que falar sobre o meu dia (andei pela cidade o dia todo).

O dia hoje amanheceu lindo aqui. Durante a madrugada eu já conseguia ver as estrelhas no céu. Sinal de céu limpo.
O sol aparece tarde aqui nessa época do ano. Se não me engano, só as 9:30 o sol começou a clarear o céu (claridade que temos as 6:30 da manhã ai em São Paulo).
Acordamos, tomamos nosso café e fomos perguntar sobre a ida ao Glaciar mas já era meio tarde para o passeio. Resolvemos tirar o dia para fazer algumas compras do que precisamos e do que não precisavamos também! rsrs... Passamos o dia todo andando pelas ruas da cidade. Ruas que acabam com as pernas pois são subidas que não acabam mais.
Aqui no Ushuaia você pode encontrar tudo o que precisa na rua "San Martin": roupas de todos os tipos, lembranças, passagem para passeios, restaurantes, supermercado, sorvete, chocolate, etc. Paramos para comprar alguma roupa nova e depois algumas lembranças. O comércio aqui é muito interessante pois funciona das 9:00 as 13:00 e após isso o pessoal pode ir aproveitar o dia e fazer esportes, visistar parentes, comer com mais tempo para voltar a trabalhar as 16:00 e ir embora para casa as 20:00. Bom, paramos nossas compras as 13:00 e voltamos para o hotel. Não ficamos muito tempo e já voltamos para a rua, agora, para tirar fotos. Andamos pelas ruas tirando fotos e as 16:00 voltamos as compras. Fomos comprar as passagens para El Calafate, nosso próximo destino. Aqui você compra a passagem do ônibus fora da rodoviária, em lojas.
Uma dica para quem está vindo para cá é que você pode ir a casa de turismo que fica na esquina da San Martin (quase no fim dela) com Juana Fadúl e carimbar o passaport com um carimbo bem bacana do "fim do mundo" e pode também pedir um certificado dizendo que você chegou ao fim do mundo (tudo por conta da casa) :D.
Na San Martin existe uma placa onde encontramos várias setas, cada uma com um nome de uma cidade turística conhecida e a distância que o Ushuaia esta dela (bem bacana). A algumas ruas abaixo da San Martin tem o porto e lá você irá encontrar uma placa escrito "Ushuaia Fin Del Mundo". Uma outra dica é para comida. Se você for comer em restaurantes aqui irá gastar, hoje, aproximadamente 30 pesos ou mais (encontramos um restaurante barato, "El Turco" (começo da San Martin)), mas o melhor a fazer é comprar a comida no supermercado. Encontramos dois supermercados aqui e o melhor deles fica no começo da San Martin (perto do "El Turco"), lá compramos comida para três jantares (macarrão, molho de tomate, tomate, pão, chocolate, etc) e gastamos aproximadamente 35 pesos (é bem barato). Para quem é vegerariano existe a opção de comprar (além do supermercado) a comida em um lugar chamado "El Bambu" que fica na rua Piedrabuena logo abaixo da Gob. Paz (assim que chegar pegue um mapa... as coisas ficam mais faceis com ele em mãos. Se não me engano existe uma loja que distribui mapas gratis na San Martin: "MapFree").

Hoje o dia foi bem gelado, acredito que algo em torno de -6C. Quando saimos do hotel de manhã a temperatura era de 0C e quando voltamos estava bem mais gelado.

Ah...o ônibus. Para quem está querendo vir ao Ushuaia e depois ir a Calafate, o ônibus sai sempre as 5:00 da manhã (todos os dias) e vai até Rio Gallegos, fica 3:30 por la, troca de ônibus e vai para Calafate. O ônibus chega em Calafate a 1:00Am. (Triste). O preço é (hoje) de 165 pessos por pessoa. E isso é o que faremos depois de amanhã! :D

Ah...experimentamos hoje outra marca de alfajor. Em Buenos Aires fizemos nossa reserva de Alfajor da Havanna (que acabou). Não encontramos nos supermercados os da Havanna e então compramos o da "Cabsha". É bom mas o da Havanna é um pouco melhor. Mas esse é bem mais barato :D, uma caixa com 6 sai por aproximadamente 4 pesos.

Dicas para quem quer vir para o Ushuaia
- Faça comprar no supermercado
- Almoce e jante com as compras do supermercado no hotel (albergue) mesmo. Sai muito mais barato
- Compre água somente no supermercado (uma garrafa de 2.5L sai por aproximadamente 3 pesos)
- Esteja preparado para andar
- Saia bem agasalhado pois o tempo muda muito (frio e muito frio)
- Tire as fotos turísticas antes das compras (para não escurecer e ter que tirar fotos com flash)
- Vá até a agência de turismo da cidade para carimbar o passaport e pegar o certificado de que você foi até o fim do mundo


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*Data: 02/06/08 - 22:50
*Local: Ushuaia/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 20 km
*Tempo: Muito Frio (~ -7C)
*Trilha sonora desse post: Sem música
*Post por: Thiago

domingo, 1 de junho de 2008

Parque Nacional Terra do Fogo


Hoje acordamos as 9:30 e fomos tomar nosso café da manhã.
Compramos as entradas para o Parque Nacional Terra do Fogo (50 pesos por pessoa, ida e volta) e um carro passou para pegar o pessoal na frente do Albergue. Nesse carro haviam 6 brasileiros e um argentino e um dos brasileiros disse (em espanhol) "tinha que ter uma ovelha negra" e todos riram :D.
Chegamos ao parque e logo na entrada cada um recebeu um mapa e nesse mapa havia uma distribuição das trilhas existentes. Cada um escolheu uma trilha. Pegamos a maior trilha e foram mais de 4 horas caminhando entre gelo, barro e pedras. A trilha é maravilhosa.
No começo estavamos com um pouco de dificuldade para andar pois a neve estava toda pisada e era uma descida (a neve pisada fica escorregadia).
Durante toda a caminhada vimos coisas bonitas e no começo cada "nada" já paravamos para tirar fotos e filmar e isso atrapalhou um pouco a nossa caminhada. Pequenas corredeiras de água, neve, árvores, pontes bonitas, tudo era motivo para foto :D. Depois de um tempo de caminhada chegamos a um lago bem grande e lá do outro lado do lago dava para ver montanhas gigantes cobertas de neve. A água do lago é super transparente e super gelada também.
Quase no meio da trilha encontramos uma árvore que parecia um divã e ficamos sentados nela para recuperar a força. Voltando a trilha percebemos que tinhamos parado tanto que estavamos atrasados e teriamos que andar mais rápido para chegar ao ponto final no horário marcado. Corremos um bocado. No meio dessa correria encontramos um coelho e paramos para tentar tirar fotos e filmar (foi um tempão para conseguir "alguma imagem"). Quase no fim da trilha encontramos um monte de coelhos e passaros muito bonitos (durante a trilha encontramos vários passaros também).
No final encontramos com os Brasileiros novamente e conversando com um deles descobri que ele estudou com um amigo que trabalhou comigo (eta mundo pequeno), o Gabriel.
Voltamos ao albergue e eu sai para comprar um pouco de comida e lá na padaria um Argentino veio conversar comigo e ficamos conversando por um bom tempo (o cara era super gente boa). Depois preparamos a comida, comemos e conversamos com o pessoal aqui do albergue.
Ah, esqueci de falar que o pessoal aqui parece dirigir muito bem pois as estradas estão cobertas de gelo e se você tentar andar a pé nelas vai escorregar um bocado. O motorista que nos levou ao parque parecia que dirigia muito bem pois não deu uma única derrapada. Na volta para a cidade vimos um outro grupo onde o motorista vacilou e foi parar fora da estrada. Todos os carros (inclusive o nosso) parecem parar para ajudar quando isso acontece. O pessoal ajudou a tirar o carro do canteiro e o colocaram de volta na estrada.

Dicas para a o Parque Nacional Terra do Fogo
- Fique de olho no relógio durante a caminhada
- Vá com uma bota ou coloque um saco plástico entre a meia e o tênis
- Leve água
- Leve comida
- Não jogue lixo no chão (eu vi lixo no chão :( durante a caminhada)
- Tire muitas fotos
- Filme também
- Vá bem agasalhado
- Não vá ao parque em dias de chuva


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*Data: 01/06/08 - 21:40
*Local: Ushuaia/Argentina
*Km rodados (avião): ~4053 km
*Km rodados (carro): 20 km
*Tempo: Muito Frio (~3C)
*Trilha sonora desse post: Sem música
*Post por: Thiago
 
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