O Petar é um destino comum para muitos que gostam de viajar e é até mesmo o primeiro contato com a natureza de muitas pessoas. Eu, o Nicholas, a Teh e o Diego nunca haviamos chegado nem perto deste local e agora podemos dizer que estamos pensando em voltar logo.
Aproveitamos o feriado (Dia da Consciência Negra) aqui em Campinas para realizar esta viagem.
A idéia inicial era sair na sexta de manhã para voltar no domingo mas o Thiago ficou trabalhando até de madrugada na quinta e teve que adiar alguns compromissos para a sexta. Acabamos saindo sábado de manhã com um céu que não estava muito bonito. A estrada até o Apiaí é relativamente boa e é quase que uma reta só até chegar em Capão Bonito. Dali para frente é curva, curva, curva, curva, curva e quando você pensa que não pode existir mais curvas, aparece tudo em dobro. Motociclista adora curvas...mas chegou um momento da viagem em que eu não aguenta mais aquelas curvas e o tempo não ajudava pois estava chovendo e o asfalto então...nada bom.
Chegamos em Apiaí perto do meio dia e fomos procurar a pousada que havíamos reservado. Antes de começar a viagem ligamos para muitas pousadas e a diferença de preço entre elas era gritante (pesquise muito). Ficamos em uma pousada barata. Foram 20 reais por pessoa/dia e olha, não tenho nada para reclamar. As motos ficaram em um lugar coberto e trancado, o banho foi muito bom e o sono perfeito.
Após deixar as malas na pousada fomos almoçar. O dono da pousada nos indicou um restaurante próximo. Ao estacionarmos as motos nos direcionamos a porta do restaurante e ela abriu sozinha (nenhuma novidade) e olhamos para dentro e a decoração era bonita, as mesas super caprichadas. E quase que todos em conjunto pensaram e falaram "perai, vamos ver o preço desse lugar"...afinal de contas, uma cidade bem pequena com um restaurante cheio de firulas...uhn...estava com cara de facada. Ficamos aliviados ao ver que o preço era bom e fomos almoçar...o restaurante era realmente gostoso e voltamos naquela noite para comer la mesmo.
Depois do almoço passamos no centro de informações da cidade para descobrir um pouco mais sobre as cavernas e la descobrimos que não se pode visitar o parque sem um guia cadastrado. Naquele momento ficamos pensando em alguma forma de entrar sem um guia pois não queriamos pagar mas o Nicholas acabou falando uma verdade...iriamos gastar com o guia um pouco mais do que gastamos com um cinema e aquilo tudo com certeza é muito melhor que um cinema. E foi a melhor coisa que fizemos. Ter um guia faz uma diferença incrível quando não se sabe nada sobre o local pois ele te faz olhar para detalhes que você nunca (talvez) iria olhar com a atenção merecída.
A noite ligamos para o guia. Entramos em contato com a Janaina Lara Kondo e combinamos com ela de nos encontrarmos no posto de informações no dia seguinte as 8:00. Ela foi super pontual e venho acompanhada do marido (Sérgio) que nasceu em Apiaí (assim como ela) e nunca havia ido as cavernas do Santanda (difícil de acreditar, não é?)...de qualquer forma, os dois foram super atenciosos. Entrar nessas cavernas me levou as aulas na escola, lembranças antigas sobre estalactites, estalagmites, pilares, etc...ver tudo aquilo pessoalmente foi incrível e em muitos momentos me pegava pensando coisas como "e tem gente que só quer saber de viajar para fora do país para ver algo bonito"...essas cavernas superaram minhas espectativas.
Em uma das cavernas existem uma corrente de ar muito forte e gelada. É uma delícia e com certeza é mais forte e gelado do que o ar-condicionado de onde eu trabalho. Novamente, uma delícia nesses dias quentes.
Ao sairmos da última caverna, o tempo que estava bonito e aberto mudou e do nada caiu uma chuva dessas que são bem fortes e fizemos toda a trilha debaixo dessa chuva. Como estava muito quente, essa chuva foi mais que bem vinda. A Teh ainda saiu de lá e foi nadar um pouco na cachoeira que sai de uma das cavernas.
Na volta...chuva quase que a estrada toda e para ajudar um bixo entrou no meu olho quando estavamos chegando e meu olho fechou...rs...parecia uma bola...mas a viagem foi ótima.
Bom...logo estaremos de volta ao Petar :D.
Entrada no PETAR: 5 reais por pessoa.
Guia: Janaína Lara Kondo Telefone: (15) 9606-5135
Video:
Fotos:
Mapa:
Dicas para quem quer conhecer as cavernas no PETAR
- Entre em contato com um guia
- Leve uma lanterna (boa)
- Leve um headlamp
- Não se preocupe muito com a água pois pelo menos no Núcleo do Santana, as caminhadas são super tranqüilas e rápidas.
- Pesquise bem o local para ficar. A diferença de preço foi gritante
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*Data: 21/11/2009 - 17:00
*Local: Apiaí/Brasil
*Km rodados (moto): ~654 km
*Tempo: Chuva
*Trilha sonora desse post: Sem trilha sonora
*Post por: Thiago e Nicholas





